Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é sentenciada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em favor para sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs). Quando presa, Piper reencontra Alex (que menciona Piper em seu julgamento, causando sua prisão): elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão. Ao final da segunda temporada, resta a Piper o cumprimento de 8 meses de sua sentença.
A série inspirada no livro de Piper Kerman: Orange is the new black (sinopse e capa abaixo), apresenta parte da história de vida da própria autora, quando a mesma é presa e toda uma trama é desenvolvida a partir desse ponto. A diferença entre o seriado e o livro é, como comumente, que a série apresenta uma ficção mais arrojada ao público (ou seja, os fatos reais são dobrados à maneira que fique mais instigante) e a obra literária expõe o ponto de vista de Piper Kerman, e sua verdadeira trajetória durante o período.


Com um bom emprego e prestes a casar, Piper Kerman um dia recebe uma visita inesperada da polícia. Ela estava sendo intimada a responder por envolvimento com o tráfico internacional de drogas. O pior é que as acusações procediam: anos antes, logo depois de sair da faculdade, Piper teve um caso com uma traficante glamorosa que a convenceu a transportar uma mala cheia de dinheiro para a Europa. Após uma dolorosa odisseia pelo sistema judiciário americano, ela é condenada a quinze meses de detenção numa penitenciária feminina.

Em Orange Is the New Black, Piper apresenta casos curiosos, perturbadores, comoventes e divertidos do dia a dia no presídio. Cercada de criminosas, ela logo percebe que aquelas mulheres são muito mais complexas do que imaginava e analisa a crueldade com que o sistema carcerário as desumaniza e faz com que sejam invisíveis ao mundo exterior.  (Saraiva)


Resolvi então falar sobre os personagens principais e suas respectivas personalidades na vida real, já que estão todos comentando sobre o seriado em si. Poucos sabem, mas Orange is the new black é a única série que acompanho atualmente, posto que raramente tenho tempo ou cabeça para assistir dois seriados num mesmo período de tempo. Ainda não tive a oportunidade de adquirir o livro (Intrínseca), mas o show de TV é disponibilizado apenas pela Netflix (tipo de programação via internet), porém o Torrent (progama para computadores) sempre tem a sensibilidade de nos conceder para download em high definition.

Taylor Schilling (atriz que interpreta Piper em Orange is the new black) e Piper Kerman

Antes de tudo, vos apresento Piper Chapman (esquerda) e Piper Kerman (direita). A atriz Taylor é a protagonista no seriado, representando a verdadeira Piper – bem parecidas, não? – e justamente por isso nos enganamos ao pensar que todos os outros personagens têm semelhança com os interpretados. Que tal mudar a visão? Piper Kerman, autora do livro, diz que o seriado é meramente fictício! A verdadeira história está em sua obra publicada, grande parte do que acontece lá é apenas um hey para o expectador.

Quais as decepções não tão decepcionantes? Alex Vause e Piper nunca tiveram um relacionamento na prisão 
 você pode encontrar a entrevista de Catherine (interpretada como Alex) e a carta em resposta de Kerman, em inglês, aqui. Lá ambas explicam toda essa confusão na cabeça dos fãs.

Segue abaixo a foto da atriz Laura Prepon (Alex Vause) na esquerda e Catherine Cleary na direita. De acordo com Cleary, ela e Piper não chegaram a ter um romance, como a própria engenheira se refere durante a entrevista: não passava de uma "amizade colorida", Kerman não parece concordar e retruca durante a carta: "Se Cleary acredita que nunca fomos namoradas, é uma novidade impressionante pra mim, apesar de certamente essa não ser a primeira vez que ela me surpreende."




As aparências enganam! Mas de acordo com alguns blogs visitados por mim na internet, a descrição de Vause no seriado é bem próxima da realidade, infelizmente não foram encontradas fotos de Catherine nos anos do acontecimento. Aqui estão apenas algumas descrições, em breve voltarei com mais detalhes e fatos curiosos! Abraço da literata.


Título: Marcados
Autor(a): Caragh M. O’Brien
Páginas: 368
Editora: Gutenberg

No futuro, o mundo é árido e hostil, dividido entre os que moram dentro do conforto da muralha, o chamado Enclave, e os que duramente tentam sobreviver no miserável lado de fora, como a jovem Gaia Stone. Aos 16 anos, assim como sua mãe, segue o ofício de parteira, e cumpre sem questionar o dever de entregar uma cota dos recém-nascidos para o Enclave. Porém, sem que ela entenda o porquê, seus pais são presos pelas mesmas pessoas a quem eles sempre serviram e desaparecem. Os esforços de Gaia para resgatá-los a levam para dentro da muralha, e ela acaba descobrindo a existência de um código, cujo significado pode colocar muita coisa em risco, mas que também ameaça sua vida e a segurança de sua família. 


Nesta terça-feira (24/06), fui pega de surpresa ao receber meu primeiro livro em parceria com o Grupo Autêntica. Algum tempo atrás, havia recebido um e-mail com os lançamentos das editoras Autêntica, Gutenberg, Nemo e Vestígio – e como grande admiradora dos livros publicados pela Gutenberg, escolhi logo um da editora.

Marcados (Birthmarked) é o primeiro volume da trilogia de Caragh M. O'Brien, a escritora teve seu livro publicado em 2010 (em inglês), e em 2014 sua edição em português foi lançada pela Gutenberg. Uma aposta incerta esperando para explodir em sucesso. Em Marcados, Caragh nos apresenta Gaia: uma personagem acomodada com a vida que leva até que tudo se vire contra ela. Diferentemente do que temos hoje (2014), a sobrevivência em meados de 2400 é resumida à falta de água, recursos básicos extremamente raros e a humanidade está a beira da extinção. Aparentemente, o futuro está numa lista de nomes e datas.

"A cabeça da criança rolou com uma sacudidela familiar, sua pele era vermelha e, com um movimento descoordenado de braços, o bebê deu seu primeiro choro, quase um miado, de indignação: a indignação de estar vivo."

Gaia Stone é uma parteira, assim como sua mãe Bonnie. A família Stone sempre serviu fielmente ao Enclave – tipo de governo instalado pela família do Protetorado –, tendo entregado dois de seus filhos às muralhas. Gaia, portanto, não foi criada por uma das famílias ricas do Enclave porque parte do seu rosto foi queimado quando ainda uma criança. A população de Wharfton – cidade fora das muralhas do Enclave, onde Gaia vive – deve cumprir a cota de bebês todo mês, cerca de três, esse número podendo elevar de acordo com a necessidade de mais adoções. No entanto, as crianças entregues devem estar em perfeito estado de saúde, então a mãe receberá uma indenização por servir ao Enclave.

Ao ler Marcados tive a impressão de estar frente a um governo ditatorial e uma sociedade parte comunista, parte capitalista. Caragh, com toda certeza, arriscou na criatividade e inovou. A escritora trouxe a ideia dos "dois lados da moeda", a manipulação e a verdade – o Estado rico e o Estado pobre. A narrativa crua e descritiva do livro foi o ponto chave para incorporar a estória e deixar qualquer leitor querendo mais. 
"Com uma heroína impulsiva e espirituosa, do tipo que os leitores adoram." comentário por Booklist
O mais interessante do livro, porém, foram os personagens: Gaia, Leon, Persephone, Bonnie, Yvonne e todos os outros demonstram personalidades marcantes durante a trama, cada um tendo sua história e suas cicatrizes internas. A capa é um código, e ao decorrer da estória cada pequeno ponto dela fará sentido, desde a fita às frases. Marcados é um favorito para mim como leitora, e não vai demorar para que o livro se transforme numa febre, e então não serei a única a angustiar pelo livro dois!

"Eu sirvo ao Enclave."
Ontem durante a tarde recebi um comentário de uma leitora anônima pedindo que eu fizesse um post para iniciantes, e sinceramente nunca havia pensado em documentar algo assim. Estamos sempre tão ligados aos livros em si que, em certos momentos, acabamos por esquecer o resto. Assim como há pessoas que já são aficionadas a ler, também existem aqueles que querem, porém não fazem ideia de por onde começar. E essa teoria é realmente intrigante, por isso decidi adotar ao conselho da nossa leitora.

Primeiramente, recomendo que um iniciante nunca comece com clássicos: tanto da literatura nacional como estrangeira. Um leitor ativo, mesmo que inconscientemente, começou por fases. Assim como tudo que fazemos, devemos começar devagar para que o resultado seja satisfatório. Por que não começar por um clássico? Geralmente, eles são de linguagem extremamente formal. Ou seja, alguém que não está acostumado com Nárnia, provavelmente não poderia se adequar a O cortiço. Inicie sua carga com livros em primeira pessoa, são de fácil entendimento e costumam atrair mais a atenção do leitor, pois os enredos tendem a fixar a ideia de que os sentimentos do personagem estão ligados aos de quem está lendo, porém isso não significa que não há livros em terceira pessoa que sejam de escrita básica. Segue abaixo algumas dicas:


Não trate um livro como dever, caso contrário ele irá se transformar em um. Leia trinta minutos por dia e vá fazendo seu próprio tempo quando estiver preparado para mudanças. Para que seus momentos literários desenvolvam no início, recomendo que não se prenda muito a algumas estórias, ou vai acabar fixado em somente um autor, que é o caso de muitos quanto ao John Green. Ler um livro de cada vez é importante, principalmente para aprender a gravar enredos na memória, e para aperfeiçoá-la ainda mais comece a ler dois livros e testar se consegue não se embaralhar com as estórias.

Ao aumentar sua carga horária e expandir seu vocabulário, passe para livros maiores. Sem preguiça e sem pressão! Não determine uma quantidade de dias para que termine de ler, mas não deixe de ler. Importante: se encantar demais com resenhas de livros gigantes e acabar comprando (é o caso da série As crônicas de gelo e fogo), pode levar o leitor iniciante a deixar o livro de lado em algum canto da estante. Escritores como George R. R. Martin, Tolkien, Dan Brown e Stephen King têm extrema precisão nas palavras, deixe para quando estiver mais paciente e disposto a pegar o livro e um dicionário.

Espero que tenham gostado do post e das dicas, não me considero uma escritora "avançada", mas tenho uma bagagem, assim como todos aqueles que leem. Agradeço pela iniciativa de pedir o post e estou a espera de que venham me dar mais opiniões para os próximos! Abraço da literata.
Título: A menina que colecionava borboletas
Autor(a): Bruna Vieira
Páginas: 152
Editora: Gutenberg

Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí. 

Primeiramente, A menina que colecionava borboletas é um livro de crônicas, portanto irei resenhar o livro em suma contando do meu ensaio com o livro, e caso se sinta disposto, gostaria também de saber sua opinião tanto quanto da resenha como quanto da obra. Here we go. Esse foi o meu primeiro livro da Bruna Vieira (Depois dos quinze), não sei se pela capa ou título eu tive um apreço maior por ele, mas não preciso dizer que já no começo do livro me arrependi por não ter comprado suas outras obras. De certa forma, a blogueira faz com que você se identifique com suas crônicas ou, simplesmente, as páginas ilustradas e com frases soltas. Todas muito bem refletidas aos olhos, por acaso.
               “Para os olhos, a previsão era de chuva.”
Creio eu que cada leitor tenha tido sua experiência com A menina que colecionava borboletas, seja pelo seu jeans 42 ou por aquele amor antigo que ainda perturba o seu sono. No meu caso, sou suspeita para falar já que escrevo crônicas, a Bruna me prendeu ao livro quando após os agradecimentos e sumário, explodiu a frase de Cal Lightman em Lie to me “Por favor, não cresça tão rápido.”. É como estar lendo Percy Jackson ou Harry Potter e, de repente, o personagem principal gritasse “Guerra!”, arrepios são inevitáveis.

No livro, a Bruna fala de sua vida pessoal de uma forma indireta, às vezes, buscando personagens fictícios ou deixando o sujeito inexistente. Porém, o que faz com que o leitor continue lendo o livro entre lágrimas e risos é o uso da primeira pessoa, num momento ou outro as palavras chegam até você, já que estamos falando de uma autora que conta sobre o cotidiano, e isso inclui família, amigos, cachorros, amores e até a própria tristeza sem razão.
“Promessas não garantem um final feliz, pleno e definitivo. Cada pessoa tem seu tempo, e o amor não dá a mínima para o ponteiro do relógio. Passam dias, passam meses, e os planos? São feitos e desfeitos o tempo todo. Por bem, ou para o bem. Já você, minha querida, continua inteira. Portanto, trate já de fechar essa caixa vazia e guardar pertinho das outras. A felicidade logo se acostuma com o espaço que sempre teve.” Os planos que a gente faz (e desfaz).
Costumo dizer para quem não acompanha o blog da Bruna ou para quem nunca leu uma de suas crônicas, que ela é o tipo de escritora que faz com que você se sinta mais humano. E mesmo que se identifique com parte da angústia de algumas crônicas, é certo que está se identificando, verdadeiramente, com a autora, e essa, sempre no meio, fim ou até início, te mostra que aquela estória tem solução.
     “Todo mundo sente. Então, todo mundo é meio escritor. É uma questão de coragem.”
Para completar, o livro vem com lista de música. Uma mistura de indie, pop e MPB.