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Bom dia! Como estão vocês? Após todo esse "bafafá" que foi e tem sido a estréia de Cinquenta tons de cinza, me senti em plena obrigação como escritora e leitora voltar ao blog para dar uma palavrinha. Pois bem... Até uma semana atrás apenas ouvia boatos sobre filme e/ou livros e me sentia no direito de comentar sobre eles sem uma argumentação plausível para o assunto, e, infelizmente, é o que anda acontecendo pelas redes sociais. Baixei os livros pela internet e fui ler. No momento, estou no terceiro livro. Tornou-se, realmente, uma leitura agradável visto que não lia nenhuma obra literária há tempos.

A obra Cinquenta tons de cinza traz um homem bonito, controlador e incrivelmente rico para sua idade, se estou certa: 28 ou 29 anos. Mas isso, contudo, no mundo atual, não é algo surpreendente. Temos grandes exemplos por aí, Mark Zuckerberg é um deles. E por conseguinte Anastasia, uma menina de olhos brilhantes que gosta de morder o lábio inferior repetidas vezes durante o dia. A típica garota tímida que se sente feia, mas, pelo acaso, é majestosamente linda.

Erika L. James se inspirou em Crepúsculo para criar sua trilogia e escrevia fanfics (estórias escritas por fãs inspiradas em algum filme, seriado, anime, mangá, livros, entre outros) na internet. Já notaram que Cinquenta tons, em seu enredo mais cru e profundo, trata, para não dizer da mesma estória, de uma muito parecida? Mudando personagens, aderindo mais sexo e sem caninos a vista. E, talvez, fosse isso que muitos fãs de Crepúsculo estivessem a espera. Eu, como exemplo, achei que Cinquenta tons foi sim uma melhora, mas não deixa de ser muito Edward e Bella.

Falei, falei e falei! Porém, acredito eu, o que todos e qualquer um quer realmente saber é: e os açoites, as cordas, os cintos, chicotes, gravatas...?

Faço Direito, meus caros. Como eu poderia concordar? E não digo que todos que fazem são contra porque cada pessoa com um cérebro, não é mesmo?! Entretanto, essa não foi uma escolha minha e sim de Anastasia. Se ela, caso sufocada ou sendo forçada a fazer o que Christian Grey queria, poderia tê-lo denunciado, contudo preferiu não fazê-lo; então esse já não é mais um problema de certo ou errado, e sim do que ambos concordam em fazer e ter como hábito saudável. Caso essa fosse uma situação de constante tortura física, como quando Grey agrediu Anastasia fisicamente (alerta de spoiler) no primeiro livro, então sim: alguém deveria ter intervido, até mesmo a própria Anastásia. Apesar de que, no Brasil, temos a Maria da Penha e, por mais que tenha sido consentido, isso, na minha concepção, não deveria ter acontecido nem em uma primeira vez.

Por quê? Vivemos em um mundo de constante desenvolvimento evolutivo psíquico, e, talvez, o filme Cinquenta tons de cinza não tenha acompanhado esse processo. Lutamos, gradualmente, para a conquista dos direitos das mulheres e, vendo por esse lado, E. L. James violou demasiadamente essa "metodologia" funcional. Porém, novamente, devo reparar o curso das minhas próprias palavras: Christian Grey sofre de problemas psicológicos, como ele mesmo se trata apesar da sua auto-aversão: um sádico. E, no livro, Christian faz tratamentos e espera melhorar porque ama Anastasia.

Por fim, minha opinião sobre a trilogia de Erika é imparcial, mas em relação a Christian Grey e Anastasia tenho meus prós e contras. Em contrapartida, acredito eu que nenhum livro ou filme é perfeito suficiente para agradar a todos e nem ruim o suficiente para não agradar a ninguém. Abraço da literata!
Título: Marcados
Autor(a): Caragh M. O’Brien
Páginas: 368
Editora: Gutenberg

No futuro, o mundo é árido e hostil, dividido entre os que moram dentro do conforto da muralha, o chamado Enclave, e os que duramente tentam sobreviver no miserável lado de fora, como a jovem Gaia Stone. Aos 16 anos, assim como sua mãe, segue o ofício de parteira, e cumpre sem questionar o dever de entregar uma cota dos recém-nascidos para o Enclave. Porém, sem que ela entenda o porquê, seus pais são presos pelas mesmas pessoas a quem eles sempre serviram e desaparecem. Os esforços de Gaia para resgatá-los a levam para dentro da muralha, e ela acaba descobrindo a existência de um código, cujo significado pode colocar muita coisa em risco, mas que também ameaça sua vida e a segurança de sua família. 


Nesta terça-feira (24/06), fui pega de surpresa ao receber meu primeiro livro em parceria com o Grupo Autêntica. Algum tempo atrás, havia recebido um e-mail com os lançamentos das editoras Autêntica, Gutenberg, Nemo e Vestígio – e como grande admiradora dos livros publicados pela Gutenberg, escolhi logo um da editora.

Marcados (Birthmarked) é o primeiro volume da trilogia de Caragh M. O'Brien, a escritora teve seu livro publicado em 2010 (em inglês), e em 2014 sua edição em português foi lançada pela Gutenberg. Uma aposta incerta esperando para explodir em sucesso. Em Marcados, Caragh nos apresenta Gaia: uma personagem acomodada com a vida que leva até que tudo se vire contra ela. Diferentemente do que temos hoje (2014), a sobrevivência em meados de 2400 é resumida à falta de água, recursos básicos extremamente raros e a humanidade está a beira da extinção. Aparentemente, o futuro está numa lista de nomes e datas.

"A cabeça da criança rolou com uma sacudidela familiar, sua pele era vermelha e, com um movimento descoordenado de braços, o bebê deu seu primeiro choro, quase um miado, de indignação: a indignação de estar vivo."

Gaia Stone é uma parteira, assim como sua mãe Bonnie. A família Stone sempre serviu fielmente ao Enclave – tipo de governo instalado pela família do Protetorado –, tendo entregado dois de seus filhos às muralhas. Gaia, portanto, não foi criada por uma das famílias ricas do Enclave porque parte do seu rosto foi queimado quando ainda uma criança. A população de Wharfton – cidade fora das muralhas do Enclave, onde Gaia vive – deve cumprir a cota de bebês todo mês, cerca de três, esse número podendo elevar de acordo com a necessidade de mais adoções. No entanto, as crianças entregues devem estar em perfeito estado de saúde, então a mãe receberá uma indenização por servir ao Enclave.

Ao ler Marcados tive a impressão de estar frente a um governo ditatorial e uma sociedade parte comunista, parte capitalista. Caragh, com toda certeza, arriscou na criatividade e inovou. A escritora trouxe a ideia dos "dois lados da moeda", a manipulação e a verdade – o Estado rico e o Estado pobre. A narrativa crua e descritiva do livro foi o ponto chave para incorporar a estória e deixar qualquer leitor querendo mais. 
"Com uma heroína impulsiva e espirituosa, do tipo que os leitores adoram." comentário por Booklist
O mais interessante do livro, porém, foram os personagens: Gaia, Leon, Persephone, Bonnie, Yvonne e todos os outros demonstram personalidades marcantes durante a trama, cada um tendo sua história e suas cicatrizes internas. A capa é um código, e ao decorrer da estória cada pequeno ponto dela fará sentido, desde a fita às frases. Marcados é um favorito para mim como leitora, e não vai demorar para que o livro se transforme numa febre, e então não serei a única a angustiar pelo livro dois!

"Eu sirvo ao Enclave."
Título: Fazendo meu filme 1 – A estreia de Fani
Autor(a): Paula Pimenta
Páginas: 336
Editora: Gutenberg

Fazendo meu filme Ã© um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Uma história bem-humorada e divertida que conquista o leitor a cada página. Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. É sobre isto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir…

Ontem pela noite terminei o primeiro volume da série Fazendo meu filme de Paula Pimenta, uma escritora brasileira autora de muitas febres no Brasil. Paula foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Época em 2012, a escritora teve sua série mais conhecida (Fazendo meu filme) traduzida para inglês depois de uma participação num livro de contos (O livro das princesas) com duas autoras afamadas do estrangeiro e mais uma brasileira: Lauren Kate (trilogia Fallen), Meg Cabot (série O diário da princesa) e Patrícia Barboza (As MAIS).

De primeira, não sabia que nota dar ao livro Fazendo meu filme – A estreia de Fani. Não é o tipo de narrativa que eu iria sugerir, mas o enredo realmente me prendeu, quase que literalmente devorei o livro. Deixei até Martha Medeiros de lado por um tempo, e isso é realmente preocupante. Acontece que Paula Pimenta fez questão em descrever a adolescência de muitas garotas por aí, contando sobre as melhores amigas, os desafios, amores por professores bonitinhos e perigosamente mais velhos, e também  a relação de dois "melhores amigos".

E o mais intrigante: toda aquela história clichê e bobinha de adolescentes à flor da pele a autora conseguiu escrever de forma criativa. Fani, como pode ser visto na capa, é uma juvenil de classe média alta cursando o ensino médio apaixonada por filmes e quer ser uma Cineasta (ao contrário do que deseja sua mãe). Seus melhores amigos são: Gabi, Natália e Leo. O livro se passa em Minas Gerais, onde os adolescentes moram, logo no início dá-se a notar que a estória já começa no fim do ano. Os alunos do colégio de Fani, inclusive ela mesma, já estão lutando para passar de ano e é aí que tudo se estreia: as festas, os amores platônicos, os amores reais, os beijos, as intrigas, brigas e, principalmente, as despedidas (...)

A narração é em primeira pessoa pelo ponto de vista de Fani e bem próxima do leitor, no prólogo a protagonista faz uma lista de filmes que poderiam ser seus preferidos, e, ao decorrer dos capítulos, como apresentação há a fala de algum deles. Como sou adoradora de filmes, fui logo escolhendo um para assistir, mas tenham em mente que os favoritos de Fani são os românticos. Quase tirei uma estrelinha da classificação de Fazendo meu filme porque a mocinha colocou Constantine como apenas uma estrela, polêmica!
Na minha cabeça só vinha um pensamento. A porta tinha sido fechada, trancando todos os meus sonhos. E quando eu abrisse de novo, não teria mais nada do lado de fora. Só o vazio.
Algo que vale ressaltar em Fazendo meu filme – A estreia de Fani é, certamente, como Paula Pimenta conseguiu colocar tudo bem no patamar de realidade. O livro conta com e-mails trocados, bilhetes, conversas no facebook, poema de Fani, listinha de filmes e paixões, e por aí vai...

Angústia 

E se eu olho e não me olha,
Não sei vem se isso convém...
Descobrir se é bola, ou fora.
Se é pra ir ou não, além.

Essa falta de certeza,
Que a paixão, no inicio, tem.
Ora seduz, ora angustia,
Confunde medo com desdém.

A vontade atiça e machuca.
Sem ter-te. Perto. Ter sem.
E eu me declaro, só no pensamento...
Vê se fica esperto, meu bem.

Fani Castelino Belluz
Título: Bruxos e Bruxas
Autor(a): James Patterson
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito

Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram. Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo "Nova Ordem", que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia. Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte. A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais? 

Num dos posts anteriores citei Bruxos e Bruxas como uma das minhas recentes adoções, e estava tão curiosa quanto ao livro que deixei claro que aquele seria o primeiro da lista de quatro livros que eu tinha a disposição. Na publicação do livro estavam todos comentando sobre a grande divulgação que a editora Novo Conceito estava fazendo, foi como se todo o site estivesse sob comando da Nova Ordem (N.O.) e todo aquele "auê" fez a cabeça de muitos leitores, inclusive pela capa e autores do livro. James Patterson! E com uma capa incrível dessas... Como não ir correndo para a livraria mais próxima?

É aquela mesma história: não julgue um livro pela capa, e, pelo jeito, pelo autor também. Estamos falando de um autor dono de prêmios e títulos, sua bibliografia conta com uma extensa lista de livros e muitos já bem conhecidos aqui no Brasil, a maioria publicados pelas editoras Rocco e Arqueiro.

Bruxos e Bruxas é narrado em primeira pessoa tendo seus capítulos intercalados entre os irmãos Wisteria e Whitford, ambos da família Allgood. Seria uma boa ideia caso tais capítulos não fossem tão curtos, esse porém leva o leitor a conduzir o livro como uma novela. Aquele clímax que sempre esperamos de um trecho de pelo menos vinte páginas é dividido em uma série de pequenos sustos, e o mais decepcionante? Se tirarmos a palavra "capítulo" e o nome de quem está narrando o próximo, é a mesma estória transparecendo ser do mesmo ponto de vista do anterior.

Não desanimem! O livro não foi uma perca de tempo. O lado bom da grande divisão de capítulos (mais de cem), é que essa se transformou naquele tipo de estória que lemos em menos de dois dias, afinal se a narrativa fosse um tanto mais elaborada, o livro seria incrível já que o enredo é bem diversificado. Sem falar que as capas de Bruxos e Bruxas são extremamente criativas, e lindas também. Ainda pretendo ler os próximos livros da série, por curiosidade e porque estaria contra a Wist e o Whit se ignorasse os livros proibidos pela Nova Ordem. Abraço da literata!




Título: A ruptura (World of Warcraft)
Autor(a): Christie Golden
Páginas: 339
Editora: Galera Record

Thrall, Chefe Guerreiro da Horda e sensível xamã, notou uma mudança perturbadora no mundo de Azeroth. Os espíritos elementais relacionados à terra, ao ar, à água e ao fogo estão confusos. Há secas, tempestades, enchentes e terremotos afetando todos e desestabilizando ainda mais a paz entre a Aliança e a Horda. Numa época em que o rei Varian Wrynn de Ventobravo planeja uma ação violenta, e os elfos noturnos estão mais hostis aos orcs. Thrall precisa descobrir o que há de errado com os espíritos elementais porque o preocupante comportamento deles parece ser o primeiro sinistro aviso do Cataclismo por vir. 





Quem me acompanha no instagram (
@aliterata) já notou que esse livro tem sido um grande companheiro para mim, geralmente não costumo repetir livros nas fotos que posto por lá, mas não resisti com A ruptura. Uma capa linda e um livro extraordinário. Nossa escritora da vez é Christie Golden, best-seller no New York Times (E como não? Escrevendo assim eu a consideraria uma deusa), além de escrever sobre o mundo Warcraft, ela já escreveu mais de dez romances para a série Star Trek e três para Star Wars. Agora já deu para imaginar o poder que essa senhora tem em escrever e te prender ao livro?

Como muitos já devem saber, World of Warcraft é um jogo da Blizzard. Porém, o que poucos sabem é que por trás do jogo há toda uma história, que é muito bem contada por Christie Golden em seus livros. Sempre tive certo preconceito por jogos, não por não gostar, e sim por não saber jogar, eu sei o que está pensando... Estranho! E é mesmo, mas depois de experimentar um pouco percebi que esse não é meu tipo de coisa favorita a se fazer, eu prefiro meus livros e minha música. A questão é: meu namorado joga WoW e me apresentou à história, já que eu não jogava. Não quis ler de primeira, achei que não entenderia nada por não jogar.

Não foi bem assim, no começo tive um pouco de dificuldade com os nomes, confesso... Mas com o decorrer do enredo você acaba pegando os personagens aos poucos. Fazia algum tempo que não lia um livro em terceira pessoa, estava mais centrada em John Green e outros em primeira pessoa, e exatamente por isso tudo foi uma novidade. A maneira como Christie descrevia todos aqueles lugares e raças, o encantamento dos personagens pelos elementais. Pelo meu ponto de vista, de leitora e não player, é uma fantasia admirável.

A ruptura se dá início entre Wrath of the Lich King e Cataclysm, quando ambas as facções (Horda e Aliança) estão vivendo num tratado de paz em Azeroth, mas não pode haver paz quando o mundo está sendo arrasado por pura destruição. Os elementais estão perturbados, e nem mesmo os melhores xamãs conseguem controlá-los a fundo. À frente da Aliança temos Varian Wrynn, um rei humano e pai de Anduin Wrynn, e sobre todos os outros conflitos, ainda estão sendo capazes de cuidar dos familiares. Pela Horda, está o Chefe Guerreiro Thrall (xamã), que se vê forçado em deixar sua façção nas mãos de Garrosh – um orc guerreiro que vive pela glória e o impulso – em busca de salvar sua terra das catástrofes por vir. E é então que, com a Horda nas mãos de Garrosh, a paz pode estar comprometida.

Agora vamos saber, por que um livro tão bom não é um célebre aqui no Brasil? Pois bem, pessoal... O porquê é justamente o que eu disse anteriormente, assim como eu tinha um pré-conceito em ler o livro, muitos outros também participam desse grupo. Principalmente por ser um livro que se relaciona a um jogo. Apesar de já ter visto muita gente com exemplares de vários outros jogos (Diablo, por exemplo), WoW ainda não é tão conhecido por aqui porque há poucos livros traduzidos do jogo, só agora que as obras começaram a sair mais que eles estão investindo no novo jeitinho de nós, leitores, também participarmos desse mundo fantástico de World of Warcraft.

Esse foi A ruptura, e meu próximo – também da Christie Golden – será Marés da Guerra. É preciso saber que os livros não seguem uma ordem cronológica dos acontecimentos, então caso esteja lendo e fique em dúvida pode deixar sua pergunta aqui nos comentários ou dar uma pesquisada no Google. Também há outros autores que escrevem sobre WoW, já que o jogo é bastante amplo, porém os livros da Christie são os que mais têm tradução para o Brasil. Abaixo seguem alguns dos personagens principais de A ruptura (
http://us.battle.net/), e algumas dicas. Espero que tenham gostado, esse é um livro “super-recomendo”.  



Facções
H O R D A  A L I A N Ç A
(clique no link acima para entender o significado das facções, tópico importantíssimo para o entendimento do livro.)

Horda: Elfos Sangrentos, Orcs, Taurens, Trolls, Goblins, Renegados,
Aliança: 
Draeneis, Humanos, Anões, Elfos Noturnos, Worgens, Gnomos.
Título: A menina que colecionava borboletas
Autor(a): Bruna Vieira
Páginas: 152
Editora: Gutenberg

Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí. 

Primeiramente, A menina que colecionava borboletas é um livro de crônicas, portanto irei resenhar o livro em suma contando do meu ensaio com o livro, e caso se sinta disposto, gostaria também de saber sua opinião tanto quanto da resenha como quanto da obra. Here we go. Esse foi o meu primeiro livro da Bruna Vieira (Depois dos quinze), não sei se pela capa ou título eu tive um apreço maior por ele, mas não preciso dizer que já no começo do livro me arrependi por não ter comprado suas outras obras. De certa forma, a blogueira faz com que você se identifique com suas crônicas ou, simplesmente, as páginas ilustradas e com frases soltas. Todas muito bem refletidas aos olhos, por acaso.
               “Para os olhos, a previsão era de chuva.”
Creio eu que cada leitor tenha tido sua experiência com A menina que colecionava borboletas, seja pelo seu jeans 42 ou por aquele amor antigo que ainda perturba o seu sono. No meu caso, sou suspeita para falar já que escrevo crônicas, a Bruna me prendeu ao livro quando após os agradecimentos e sumário, explodiu a frase de Cal Lightman em Lie to me “Por favor, não cresça tão rápido.”. É como estar lendo Percy Jackson ou Harry Potter e, de repente, o personagem principal gritasse “Guerra!”, arrepios são inevitáveis.

No livro, a Bruna fala de sua vida pessoal de uma forma indireta, às vezes, buscando personagens fictícios ou deixando o sujeito inexistente. Porém, o que faz com que o leitor continue lendo o livro entre lágrimas e risos é o uso da primeira pessoa, num momento ou outro as palavras chegam até você, já que estamos falando de uma autora que conta sobre o cotidiano, e isso inclui família, amigos, cachorros, amores e até a própria tristeza sem razão.
“Promessas não garantem um final feliz, pleno e definitivo. Cada pessoa tem seu tempo, e o amor não dá a mínima para o ponteiro do relógio. Passam dias, passam meses, e os planos? São feitos e desfeitos o tempo todo. Por bem, ou para o bem. Já você, minha querida, continua inteira. Portanto, trate já de fechar essa caixa vazia e guardar pertinho das outras. A felicidade logo se acostuma com o espaço que sempre teve.” Os planos que a gente faz (e desfaz).
Costumo dizer para quem não acompanha o blog da Bruna ou para quem nunca leu uma de suas crônicas, que ela é o tipo de escritora que faz com que você se sinta mais humano. E mesmo que se identifique com parte da angústia de algumas crônicas, é certo que está se identificando, verdadeiramente, com a autora, e essa, sempre no meio, fim ou até início, te mostra que aquela estória tem solução.
     “Todo mundo sente. Então, todo mundo é meio escritor. É uma questão de coragem.”
Para completar, o livro vem com lista de música. Uma mistura de indie, pop e MPB.
Título: O teorema Katherine
Autor(a): John Green
Páginas: 304
Editora: Intrínseca

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. 
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Devo ser a primeira pessoa a resenhar O teorema Katherine sem antes ter falado sobre seu mais reconhecido livro: A culpa é das estrelas. Que, como previsto, essa informação está presente em todos, ou maioria, de seus títulos ou participações. Uma notoriedade geral, a simpatia do livro se transformou numa febre de todos, até mesmo dos reclusos à ficção científica ou terror. É fato que John Green soube o que escrever e até mesmo o que deixar de lado em A culpa é das estrelas, trazendo um clichê americano cinematográfico para a literatura e, assim, envolvendo muitos leitores.

Particularmente, A culpa é das estrelas não reproduziu todo o êxtase comentado em várias críticas ou resenhas lidas na web. Uma publicação encantadora, precisamente. Uma de suas melhores narrativas, e com enredo arrebatador, principalmente se contado todos os acontecimentos que prosseguem com as personagens. Chegando ao ponto, minha primeira aquisição de John Green foi A culpa é das estrelas, a segunda O teorema Katherine; o motivo pelo qual ainda não havia falado ou resenhado sobre seu sucesso foi justamente por ter sido uma explosão de comentários sobre o livro em demasiados blogs, acabei achando desnecessário mais uma resenha tendo tantas outras fantásticas por aí. Caso se interessem em ler, posso passar os links nos comentários.

Sem mais círculos, vamos conhecer a história do nosso querido Colin e suas Katherines. Vamos colocar Katherines nisso! Dezenove, um absurdo – mas, pelo jeito, não para Colin.

Após dezoito términos, para não dizer pés na bunda, Colin não cansa de tanto hematoma e parte para o décimo nono. John Green se inspirou na esperança dos brasileiros e nem sabe. E adivinhem só? Ah, o problema sou eu. Dezenove Katherines atrás Colin Singleton teria suportado essa, mas sendo o ex-garoto prodígio e com tanta fugging coisas na cabeça, seu melhor amigo o incentiva a fazer uma viagem. E é então que Colin se prepara para um Teorema Katherine, tendo em mãos um caderno de anotações e um celular para martirizar sua ex no meio tempo.

O enredo de O teorema Katherine é inspirador, abarcando comédia e romance sem parecer ser focado somente num relacionamento afetivo amoroso, abrangendo também a relação entre dois amigos enfrentamento piores e bons momentos, e mesmo assim, contendo problemas comuns da convivência entre dois seres.

Tendo em vista todo o título de John Green, devo dizer que o único empecilho encontrado durante o enredo foi a narrativa forçada, porém deve ser constatado que isso apenas na tradução do inglês para o português. Diálogos de alguns personagens foram transparecidos em linguagem escrita extremamente caipira, essa controvérsia acaba eliminando um pouco do charme das personagens, já que os imaginamos pessoas exemplares, principalmente se nesse caso for incluída a dama pretendida para o príncipe.
“É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir.”
Título: O Ladrão de Raios
Autor(a): Rick Riordan
Páginas: 400
Editora: Intrínseca

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os Olimpianos, O Ladrão de Raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.
O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Eu, que nunca fui grande fã de mitologia grega e preferia as ficções de mitologia nórdica, hoje me considero filha de Poseidon e propensa à inimizade com Atena e Ares. Consideramos que Perseu Jackson seja um semideus de olhos verdes, com postura de gente grande e idade para jogar Mário, mas que tenha Contracorrente em mãos e te salve de uma Fúria! Ou que se salve, não pronuncie essa palavra perto de Percy, por favor.

Não há muito tempo li Percy Jackson e o Ladrão de Raios, mas a velocidade com que passei do primeiro livro para o segundo e assim sucessivamente foi colossal. Rick Riordan transformou Percy Jackson num ingresso, quem comprasse ganharia entrada para o mundo de um disléxico hiperativo com déficit, qualquer pessoa em seu estado psicológico normal evitaria um encontro como esse, mas estamos falando de semideuses ainda na espera por Grover, este que só está um tanto ocupado procurando por Pã no momento. No momento!

O fato é que entre as aventuras com Percy e os Olimpianos me esqueci até mesmo de marcar quotes, e foi no quarto livro que me lembrei que tinha resenhas para fazer e necessitava desses complementos. Um pouco tarde demais, não? Felizmente a internet está aqui para nos ajudar.
"E se os deuses do Olimpo estivessem vivos no século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais, com os quais tivesse filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antiguidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passa da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade."
Um dos principais pontos que me chamaram a atenção na série foi que em todos os livros o autor faz questão de ter uma continuação de ações, e é assim desde o início, em Percy Jackson e o Ladrão de Raios. O livro faz a introdução de quem seria Perseu no mundo dos mortais e então partimos para a revisão de seu verdadeiro eu, assim, entre páginas e capítulos, podemos conhecer os personagens do Acampamento Meio-Sangue juntamente com inserção dos companheiros de Percy; Annabeth, Grover, Luke e Quíron. E então começa a euforia.

Essa é para o próximo que for à Nova York: não custa passar no Monte Olimpo, tudo bem? Eu só quero uma lembrancinha, Apolo serve.

Sempre considerei narrativa em primeira pessoa abstrusa, principalmente sendo um livro com temática tão elaborada como a de uma história mitológica, e fazer desse modo de narração uma escrita convidativa é obra para ser vangloriada. Riordan, literalmente, conseguiu isso – Ensinou mitologia brincando, Percy atualmente está como Harry Potter ou Katniss Everdeen, um herói conhecido e eternizado. Tanto que seus livros inspiraram filmes.

Particularmente, achei que, em comparação ao livro, o filme ficou parado. Os personagens mudaram absurdamente o físico e também a idade, coisa que achei essencial no livro, a adolescência está sempre sujeita a se interessar pela menção da mesma em livros, porém Rick conseguiu mudar esse tabu e estimular o leitor numa aventura de crianças, mesmo que seus problemas abranjam um universo de assuntos complexos. E mesmo que ao longo do filme seja notado que foi apenas inspirado na obra de Rick e não fielmente seguido, o roteiro acabou se tornando um clichê ao voltar todo o foco na relação de Percy e Annabeth.



Título: Fora de mim
Autor(a): Martha Medeiros
Páginas: 136
Editora: Objetiva




Recém-separada de um casamento longo e pacífico, a protagonista se apaixona loucamente, embora não cegamente, por um outro homem, de personalidade conturbada, com quem vive uma intensa paixão. Consciente do mergulho, a mulher pressente que no fundo daquela relação só acabaria encontrando a escuridão da dor. Mesmo assim, dá o salto. E perde. A entrega é um vício sem saída.




Desiludidas e mal amadas atenção: esperança à vista! Martha Medeiros mais uma vez devasta em seus escritos, a arrebatadora obra Fora de Mim retrata a vida de uma mulher bem sucedida e recentemente divorciada de um longo casamento com filhos e tudo, já vejo o brilho verde da esperança pela fenda da minha janela! Afinal sair de um casamento e o divórcio ainda ser amigável tendo filhos não é moleza, não é mesmo?

A personagem de Martha tem personalidade própria e é decidida durante a trama, coisas que valorizo vigorosamente em personagens atualmente devido a decepções anteriores com vários outros livros, mas já não é novidade que os personagens de Martha Medeiros seriam nada mais que o exemplo a se seguir – um de seus livros mais conhecidos (Divã) que inspirou uma minissérie na Globo e um filme, mostra claramente o que Martha quer repassar à população feminina – força e modernidade às mulheres da meia idade.
"E assim caminhávamos para o despenhadeiro de mãos dadas, unidos pelo desespero de querer tanto um ao outro e não vislumbrar atalho algum que nos desviasse da queda."
O romance explora os desenganos amorosos de sua personagem principal e, por vezes, a recusa da protagonista quanto a um único homem, aquele que chega às nossas vidas e muda tudo sem saber e depois encontra um jeito de ir embora, conhece? Esse mesmo! Martha também sofreu os delírios de uma grande paixão, viu amores passando ao lado sem que pudesse confiar na grandeza do sentimento, pois ainda tinha fé – mesmo que indiretamente – em relacionamentos passados. (Spoiler?)

Martha não se preocupou em medir palavras em Fora de Mim, vomitou injúrias e tristezas, repeliu a paixão e abraçou-a sem medo. Narrado em primeira pessoa as informações da protagonista passam a adquirir um nível de realidade ainda maior, o livro é breve, porém não deixa de revelar um dicionário de sentimentos.
"Não sei se as pessoas choram de forma diferente uma das outras, eu choro contraída, como se alguém estivesse perfurando minha alma com uma lâmina enferrujada, choro como quem implora, pare, não posso mais suportar, mas o insuportável é uma medida que nunca tem limite, eu chorei no domingo, na segunda, na terça, em várias partes do dia e da noite, um choro de quem pede clemência, de quem está sendo confrontado com a morte, eu estava abandonando uma vida que não teria mais, eu sofria minha própria despedida, morte e parto, eu tinha que renascer e não queria, não quero,  sinto que caí num vácuo, perdi a parte boa da minha história, e não quero outra, enquanto choro penso que se alguém me visse chorar dessa maneira me salvaria, me prestaria socorro, chamaria uma ambulância, eu nunca vi você chorar, você alguma vez chorou por mim, você sofre a minha ausência, sente minha falta?"