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Na minha cabeça só vinha um pensamento. A porta tinha sido fechada, trancando todos os meus sonhos. E quando eu abrisse de novo, não teria mais nada do lado de fora. Só o vazio.Algo que vale ressaltar em Fazendo meu filme – A estreia de Fani é, certamente, como Paula Pimenta conseguiu colocar tudo bem no patamar de realidade. O livro conta com e-mails trocados, bilhetes, conversas no facebook, poema de Fani, listinha de filmes e paixões, e por aà vai...
“Para os olhos, a previsão era de chuva.”Creio eu que cada leitor tenha tido sua experiência com A menina que colecionava borboletas, seja pelo seu jeans 42 ou por aquele amor antigo que ainda perturba o seu sono. No meu caso, sou suspeita para falar já que escrevo crônicas, a Bruna me prendeu ao livro quando após os agradecimentos e sumário, explodiu a frase de Cal Lightman em Lie to me “Por favor, não cresça tão rápido.”. É como estar lendo Percy Jackson ou Harry Potter e, de repente, o personagem principal gritasse “Guerra!”, arrepios são inevitáveis.
“Promessas não garantem um final feliz, pleno e definitivo. Cada pessoa tem seu tempo, e o amor não dá a mÃnima para o ponteiro do relógio. Passam dias, passam meses, e os planos? São feitos e desfeitos o tempo todo. Por bem, ou para o bem. Já você, minha querida, continua inteira. Portanto, trate já de fechar essa caixa vazia e guardar pertinho das outras. A felicidade logo se acostuma com o espaço que sempre teve.” Os planos que a gente faz (e desfaz).
“Todo mundo sente. Então, todo mundo é meio escritor. É uma questão de coragem.”Para completar, o livro vem com lista de música. Uma mistura de indie, pop e MPB.
"E assim caminhávamos para o despenhadeiro de mãos dadas, unidos pelo desespero de querer tanto um ao outro e não vislumbrar atalho algum que nos desviasse da queda."
"Não sei se as pessoas choram de forma diferente uma das outras, eu choro contraÃda, como se alguém estivesse perfurando minha alma com uma lâmina enferrujada, choro como quem implora, pare, não posso mais suportar, mas o insuportável é uma medida que nunca tem limite, eu chorei no domingo, na segunda, na terça, em várias partes do dia e da noite, um choro de quem pede clemência, de quem está sendo confrontado com a morte, eu estava abandonando uma vida que não teria mais, eu sofria minha própria despedida, morte e parto, eu tinha que renascer e não queria, não quero, sinto que caà num vácuo, perdi a parte boa da minha história, e não quero outra, enquanto choro penso que se alguém me visse chorar dessa maneira me salvaria, me prestaria socorro, chamaria uma ambulância, eu nunca vi você chorar, você alguma vez chorou por mim, você sofre a minha ausência, sente minha falta?"
