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Do que você gosta em literatura?
RR – Ultimamente, eu não tenho lido muita ficção, eu tenho lido biografias, eu gosto muito de biografias. Bem, Shakespeare eu sempre leio. Mas, virtualmente, eu leio qualquer coisa... Histórias de feiticeiros, de terror, Stephen King, eu adoro... Bem subliteratura mesmo, adoro coisas bem horripilantes. Mas também leio coisas sérias para estudar linguagem. Ultimamente, eu leio muito Drummond, pode escrever aí – eu amo o Drummond, para mim só existem dois: o Fernando Pessoa e o Drummond. Entrevista a Bia Abramo, Bizz, abril de 1986.
Como foi que a música entrou em sua vida?
RR – Me contam que aos dois anos de idade eu já punha o disco do Frank Sinatra de volta na capa certa. Quando chegou a adolescência, meu sonho era formar uma banda. Minha família é muito musical. É coisa de gente que tinha piano na sala. Tanto do lado do meu pai, que é paranaense, quanto do lado da minha mãe, que é pernambucana.
Como foi enfrentar o mundo machista do rock para você que é homossexual?
RR – O mundo do rock não é bem assim. Ele é misógino. O que vale nesse mundo não é saber se você é gay ou não. É saber quem é o mais louco, quem vende mais disco, quem ganha mais dinheiro. Era aquela coisa de querer se mostrar, do exibicionismo, da vaidade mesmo. De se transformar em um ídolo.
